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23/03/2017

Alunos IWP pelo Brasil!

Fotos de Alunos e Professores IWP em aulas realizadas em todo o Brasil.

Alunos da 6a. turma de Especialização em TCC de SALVADOR/BA

Alunos da 2a turma de Formação em TCC de Chapecó/SC

Alunos de Formação em Neuropsicologia Clínica de Florianópolis/SC

Alunos do Curso de Especialização em TCC de Vitória/ES

Especialização em TCC de Boa Vista/RR

Alunos da 4a. turma de Especialização em TCC de Brasília/DF
 

10/03/2017

Alarme Falso do Pânico


10/03/2017

Turmas IWP pelo Brasil!

Na primeira semana de março 14 turmas IWP retornaram às aulas. Abaixo fotos de alunos e professores de algumas de nossas turmas. Desejamos a todos um excelente ano letivo e um grande aprendizado de TCC!
Nosso agradecimento aos professores convidados que viajaram pelo país. 

Alunos IWP de São Luis/MA

Alunos IWP de Manaus/AM

Alunos da 2a. turma de Florianópolis/SC

Alunos IWP de Teresina/PI

27/02/2017

Terapia do Esquema: Vivenciando as Emoções em Psicoterapia

   
A Terapia do Esquema é um modelo de psicoterapia integrativo,  que vem ganhando bastante popularidade entre os clínicos, sendo considerado uma das principais abordagens da chamada Terceira Onda das terapias cognitivas.
    Nos anos 80, Jeffrey Young, considerado o criador da Terapia do Esquema, era um terapeuta cognitivo-comportamental de renome, com uma produção acadêmica bastante respeitável, sendo colaborador direto de Aaron Beck, o criador da terapia cognitivo-comportamental (TCC). Na época, havia grande questionamento dos clínicos e pesquisadores sobre a eficácia da TCC no tratamento dos transtornos de personalidade, devido entre outros aspectos, à falta de reconhecimento pelo próprio paciente de seus problemas, à dificuldade de reestruturação cognitiva em função da rigidez do sistema de crenças e ainda às limitações para o estabelecimento de uma relação colaborativa entre paciente e terapeuta. Em paralelo a estes aspectos, Young inicou uma terapia pessoal em abordagem gestáltica, ficando bastante impressionado com os resultados e especialmente com a mobilização emocional promovida pelas estratégias experienciais utilizadas durante as sessões.
    Juntamente com outros colegas, Young começou a destacar a importância dos primeiros anos de vida e das relações de vínculo para explicar tamanha rigidez de alguns indivíduos, utilizando a Teoria do Apego do psicanalista inglês John Bowlby como base. Bowlby, contrariando as teorias do desenvolvimento que reduziam a ligação da criança com os cuidadores a alimentação, argumentava que a necessidade de proteção, segurança, afeto, carinho, eram tão ou mais importantes, sendo produtos de sistemas comportamentais  selecionados pela evolução em função do benefício para a sobrevivência da espécie. A qualidade da relação com as figuras de apego, associada ao temperamento inato e  as experiências individuais  seria então responsável pela formação de modelos internos de funcionamento, ou seja, modelos iniciais do self, dos outros e do ambiente. Estes modelos, por serem formados precocemente, em um momento de predomínio absoluto da memória implícita, são incialmente sensoriais e afetivos. Com a a sofisticação cognitiva gradual que culmina com a entrada em cena da capacidade de simbolização e linguagem, eles incluem também as cognições ou crenças.
     Young cunhou o termo Esquemas Iniciais Desadaptativos (EIDs) para se referir a estes modelos iniciais do Self. Eles incluem não apenas emoções, cognições, sentimentos e tendências para ação, mas também estratégias para o sujeito estar no mundo e se relacionar com os outros. Em função da tendência de estabilidade e constância inerente à nossa espécie, estes esquemas buscam confirmação, aplicando uma espécie de filtro à realidade, selecionando as informações coerentes com as expectativas já existentes e descartando as evidências contrárias.
    Por serem formados precocemente, os EIDs representam um retorno da psicoterapia a importância dos primeiros anos da infância, da relação da criança com seus pais e do impacto do ambiente inicial para o desenvolvimento. Diferentemente de outras teorias, a Terapia do Esquema não se apóia em modelos energéticos ou pulsionais, buscando se referenciar nos estudos conduzidos pelo campo da Teoria do Apego e da Neurociência Afetiva, que vem descrevendo a repercussão destas experiências precoces nas psicopatologias e na qualidade de vida dos indivíduos.
     A Terapia do Esquema classifica os diferentes EIDs  em cinco grandes domínios ou grupos, com cada um destes contendo determinados esquemas. São eles : desconexão e rejeição (esquemas de abandono, privação emocional, desconfiança/abuso, isolamento social/alienação, defectividade/vergonha); autonomia e desempenho prejudicado (dependência, vulnerabilidade a danos ou doenças, fracasso, emaranhamento);  limites prejudicados (arrogo/grandiosidade, autocontrole/autodisciplina insuficiente); orientação para o outro (auto-sacrifício, submissão, busca de aprovação e reconhecimento); supervigilância e inibição (negativismo/pessimismo, inibição emocional, padrões inflexíveis, postura punitiva). Estes EIDS são, na verdade, os grandes temas existências de todos nós: nossas necessidades de sermos reconhecidos, respeitados, amados, acolhidos, valorizados e orientados sobre os limites que devemos ter na relação com os outros e o mundo.
   Os esquemas funcionam como uma espécie de memória traumática do indvíduo disparando respostas automáticas quando são encontradas semelhanças entre  situações do passado e do presente. A ativação destes esquemas ocorre basicamente pelo processamento automático. Diferentemente do processamento reflexivo, o processamento automático não é detalhista e cuidadoso, operando com base na máxima “se é algo parecido com o que já me ameaçou, então pode ser perigoso”. Nosso organismo portanto, compara o que acontece no momento com as marcas do nosso passado de forma automática, o que explica portanto a rigidez dos EIDs e a dificuldade dos processos de mudança pelos procedimentos tradicionais da TCC, pois estes envolvem mais o processamento reflexivo, com racionalizações e a análise detalhada das situações.
   Em relação à prática da psicoterapia, a busca por um foco no processamento emocional  através de estratégias experienciais é o eixo central da Terapia do Esquema. Para quebrar a rigidez dos EIDs, o terapeuta procura integrar técnicas vivenciais como, por exemplo, imagens mentais e os  diálogos na cadeira-vazia, com os procedimentos cognitivo-comportamentais já conhecidos dos terapeutas em TCC.  O objetivo da utilização de  processos vivenciais em terapia do esquema não é o de buscar uma simples catarse emocional mas sim o de facilitar o  contato do cliente com suas experiências pessoais perturbadoras e  problemáticas para que estas possam ser reprocessadas. Juntos, terapeuta e cliente buscam a satisfação das necessidades emocionais centrais que não foram atendidas, seja através de imagens mentais, dramatizações ou da relação terapêutica.
   A terapia do esquema se apresenta então como um modelo cognitivo-comportamental mais focado no processo emocional dos indivíduos, sem perder as características de estruturação, conceitualização conjunta entre terapeuta e cliente, e eficácia das intervenções, que tanto caracterizaram o sucesso da terapia cognitivo-comportamental.
 
Marco Aurélio Mendes (CRP 05/31952)
Terapeuta Cognitivo Certificado pela Federação Brasileira de Terapias Cognitivas
Professor Convidado IWP
 

21/02/2017

Abordando a Resistência


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