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30/07/2014

IWP em RECIFE - PE


28/07/2014

Coaching e Terapia Cognitivo-Comportamental

 
    Coaching é uma ferramenta moderna de desenvolvimento humano, amplamente utilizada em organizações por líderes e executivos, cuja finalidade pode ser definida como “um processo que visa elevar a performance de um indivíduo (grupo ou empresa), aumentando os resultados positivos por meio de metodologias, ferramentas e técnicas cientificamente validadas, aplicadas por um profissional habilitado (o coach), em parceria com o cliente (o coachee)". Como exemplo do porquê utilizar o Coaching em organizações, Alan Weiss ilustra que, muitas vezes, “o que funcionou anos atrás não funciona mais, mas, mesmo assim, o indivíduo se agarra aos métodos ultrapassados, perguntando-se o que está errado com o ‘cliente hoje’, os ‘funcionários jovens’ ou com esta economia. Em outras palavras, percebe-se o sujeito afixado em métodos e práticas que, apesar de úteis outrora, atualmente não surtem mais o efeito desejado (por vezes, inclusive prejudicam o alcance de resultados).
     Contudo, o Coaching não se aplica exclusivamente a lideranças ou organizações, podendo também ser caracterizado pelo “processo que ajuda o cliente em alcançar as suas metas de vida e trabalho, e a ser a pessoa que ele quer ser. Desta forma, “o conteúdo a ser trabalhado é dado por ele [cliente], que é então guiado e apoiado para efetuar as mudanças desejáveis em um ou mais setores de sua vida, levando a uma vida mais gratificante e equilibrada".
     Para Timothy Gallwe, “Coaching é liberar o potencial de uma pessoa para que ela maximize a própria performance. É mais ajuda-la a aprender do que ensina-la”, fazendo alusão à ideia de que o Coach não dá respostas diretas, mas sim faz perguntas de forma que próprio cliente as desenvolva. Um dos focos principais do processo de Coaching é apoiar o cliente no desenvolvimento da habilidade para tomar decisões, através de perguntas que o ajudem a pensar sobre as implicações de determinada ação. Em decorrência, o sujeito empodera-se da situação e se percebe como real responsável da solução, levando-o a uma maior tendência a seguir os passos determinados do que se tivesse sido "aconselhado" (como ocorre em outros métodos, por exemplo, no Mentoring ou na Consultoria).
     Após uma breve reflexão sobre algumas das finalidades e métodos do Coaching, torna-se perceptível o quanto os fundamentos das terapias cognitivas são de especial utilidade para o Coaching. Conceitos-base como o processamento cognitivo (postulado de que o que perturba o homem não são os fatos em si, mas sim as representações que faz de tais fatos) e os esquemas mentais (crenças e estratégias que perpetuam tal funcionamento, independente de uma infinidade de evidências contrárias) parece indissociável de uma prática que procure potencializar as capacidades do sujeito e quebrar certos vícios prejudiciais ao alcance de suas metas e objetivos.
     Como o processo de Coaching procura ser reflexivo (não-impositivo), e com vistas a identificar e quebrar os vícios desadaptativos recorrentes, torna-se imprescindível possuir o conhecimento sobre o questionamento socrático e a descoberta guiada (bases das Terapias Cognitivas). E para utilizá-los de forma adequada, é necessário conhecer e aplicar outras técnicas como definição de termos, exame das contradições internas, análise de custo-benefício, exame de evidências, duplo-padrão, distinção comportamento-pessoa, ressignificação e reatribuição, por exemplo, além de, logicamente, o automonitoramento como estratégia para a manutenção dos ganhos obtidos com o processo.
     Apesar das similaridades entre as Terapias Cognitivas e o Coaching, cabe ressaltar que este não deve ser aplicado como uma nova abordagem de terapia. O Coaching pode (e deve) utilizar-se de conhecimentos, técnicas e métodos das Terapias Cognitivas, mas tendo em mente que seu objetivo é potencializar as capacidades do sujeito (e não tratar psicopatologias).

Por Luis Fernando Balbi, Psicólogo, Terapeuta Cognitivo da WP – Santa Maria/RS


WEISS, A. Coach de ouro: como alcançar o sucesso em uma atividade atraente e rentável. Porto Alegre: Bookman, 2012.
WHITTEN, H. Cognitive behavioural coaching techniques for dummies. Chichester: John Wiley & Sons Ltd, 2009.
CLUTTERBUCK, D. Coaching eficaz: como orientar sua equipe de trabalho para potencializar resultados. São Paulo: Editora Gente, 2008.
 

28/07/2014

IWP em GOIÂNIA - GO


28/07/2014

IWP em BELÉM - PA


22/07/2014

Bullying e Terapia Cognitivo-Comportamental


     Frequentemente somos expostos a uma realidade de atos violentos na escola. Educadores, pais, crianças e adolescentes sentem-se confusos diante dos desafios relacionados ao comportamento violento no âmbito escolar. Uma das práticas bastante conhecida é o Bullying,termo inglês derivado de “bully”que tem o significado de valentão, brigão.

      A prática de Bullying é caracterizada por um conjunto de atos violentos físicos e/ou psicológicos intencionais, repetitivos e sistemáticos. Geralmente é praticado por um ou mais agressores contra uma pessoa que é impossibilitada de se defender. Existe também o ciberbullying, o qual é caracterizado pela violência por meio de recursos tecnológicos, como redes sociais, celulares, entre outras ferramentas eletrônicas.

     Os papéis de quem pratica ou sofre bullying nem sempre são rígidos. Por muitas vezes é cíclico, onde quem pratica também sofre e vice-versa. Sendo assim, é preciso estar atento para que não haja uma estigmatização dos envolvidos, pelo cunho não somente binário entre agressores e agredidos. É importante salientar que tanto agressor quanto agredido podem ser acometidos por transtornos mentais no curso de seu desenvolvimento. Alguns estudos apontam a relação entre depressão, dependência química, transtornos de ansiedade e alimentares em indivíduos que praticam/sofrem bullying na escola. Portanto, a avaliação e intervenção precoces e bem feitas são de suma importância para o prognóstico favorável dos envolvidos neste fenômeno.

     As intervenções dos profissionais que estão envolvidos em algum caso de bullying devem ser a nível psicossocial, ou seja, com a criança que sofre e com a que pratica; com a escola ou contexto no qual os envolvidos estão inseridos; e com os familiares, pois só assim poder-se-á abarcar uma ampla gama de responsáveis pela prevenção, promoção e reabilitação dos envolvidos no fenômeno, além de muni-los de ferramentas para lidar com este tipo de agressão.  O terapeuta cognitivo-comportamental pode realizar treinamento de pais e professores, assim como Treino de Habilidades Sociais com as crianças e/ou adolescentes. Na prática clínica individual, o terapeuta pode utilizar técnicas cognitivas e comportamentais como  Reestruturação cognitiva, Resolução de problemas, Treino de Habilidades Sociais, Técnicas de Relaxamento, entre outras.

     Sendo assim, através de diferentes formas de atuação, pode-se favorecer a minimização dos conflitos na escola que geram o bullying, bem como evitar que possíveis danos futuros possam advir desta prática.

Por Renan Meirelles, Psicólogo, Terapeuta Cognitivo da WP – Santa Maria/RS

 

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